26 de outubro de 2016

PORTO GRANFONDO, MEMORÁVEL.

26.10.16

Há qualquer coisa com a cidade do Porto que não consigo explicar, mas que me atrai, que me seduz. Desde a minha primeira visita à Invicta, fiquei apaixonado por esta cidade, não sei se por o seu património histórico, se pelas pessoas, se foi o Douro a unir as duas margens, simplesmente não o consigo explicar por palavras, sei que gosto e pronto.

Quando a Bike Service anunciou o Porto Granfondo para 2016 ficou imediatamente registado que seria um evento a participar, mais uma vez iria pedalar ao longo das margens do Douro! 

Infelizmente não conseguimos alojamento na cidade do Porto mas ficamos estupidamente bem instalados no Hotel Apartamento Solverde e assim tivemos a oportunidade de conhecer a cidade de Espinho e a sua fantástica marginal cheia de vida. Outro ponto forte de Espinho é a sua ciclovia, que se estende desde Espinho até à cidade de Gaia, na margem sul do Rio Douro. Um percurso ao longo da costa, com algumas zonas mais estreitas, por necessidades geográficas, mas de um modo geral bastante largo e perfeitamente ciclável que serviu na perfeição, para uma volta no sábado à tarde. 



Voltando um pouco atrás... arrancámos em direcção ao norte, na sexta feira após mais um dia de trabalho, não fosse isso mais que suficiente para tornar a viagem cansativa, como fomos deixar as crianças em casa dos avós maternos, decidimos atravessar o Tejo pela ponte 25 de Abril, resultado 45m só para chegar a Lisboa e mais 45m para entrar na A1 direcção norte, a viagem prometia... 

Conseguimos chegar a Santa Maria da Feira por volta das 24h e aproveitámos para ir conhecer o novo espaço dos nossos amigos Patrícia e Simão, a Cervejaria Norte, que está qualquer coisa de estupendo, mas os pormenores ficam para um outro post. Daqui foi directo para o hotel e dormir a pensar na recuperação para domingo. 

O nosso apartamento era de tal forma grande que dava para 2 famílias, se fosse o caso. Com uma cozinha totalmente equipada, é perfeito para umas férias em família. Haveremos de voltar com as crianças, isso é uma promessa! 

O nosso sábado foi passado a explorar a costa norte. Começámos com um passeio a pé, por Espinho e em seguida pegámos no carro e percorremos toda a marginal até Gaia, onde atravessámos a maravilhosa ponte D. Luís I para o Porto, ponte essa finalizada no ano de 1888. Dirigimo-nos ao secretariado para levantamento de toda a documentação e aproveitámos para almoçar na Ribeira. Ao final da tarde regressámos a Espinho onde fui dar a minha voltinha para soltar a perna e experimentar os meus novíssimos sapatos FI'ZI:K R4B UOMO e fazer algumas afinações de ultima hora. 


Ainda tivemos tempo para rever recentes amigos das férias do verão num jantar de sushi no restaurante Wish. Um espaço com uma decoração pautada pela importância dada ao pormenor e um serviço exemplar, de uma simpatia e atenção exímia. Infelizmente como no dia seguinte teria de pedalar 108km tivemos de encurtar a conversa e voltar ao hotel para dormir, amanhã seria dia de Porto Mediofondo. 

Madrugar, tomar um pequeno almoço reforçado e arrancar para o Porto. O local pré-destinado pela organização para estacionamento dos atletas, diziam eles, encontrava-se a 4km da meta, mas na realidade foram bem mais, se à distância juntarmos o desnível positivo que seria necessário pedalar depois de terminada a prova, devo dizer que não foi a escolha mais acertada. Acredito que o tenham feito por limitações de espaço mas penso que seria algo a rever em futuras edições, no meu acaso particular acabei por estacionar na marginal junto à ponte do freixo e daí segui para a linha de meta. 

Ao chegar junto das zonas das boxes deparei-me com um espectáculo algo caótico. Como a única forma de se chegar às boxes mais avançadas era um passeio com 2m de largura, o amontoar de ciclistas foi algo de surreal e a tentativa de chegar à respectiva boxe, guião para um filme de terror, mas lá consegui e com alguma folga para a hora de partida. O ambiente antes da partida era ecléctico, com as margens do rio Douro cobertas por um nevoeiro intenso, apesar da temperatura amena.




9h30 em ponto e é dado o tiro de partida, bom pelo menos para a linha da frente, onde se encontravam alguns dos maiores nomes do ciclismo internacional, portugueses e estrangeiros, eu devo de ter cruzado a linha de partida uns bons 15 minutos depois. O importante mesmo é que estava a pedalar e começámos logo com uma subida em pavê, percorrendo algumas das ruas mais emblemáticas do Porto. Voltámos a descer para a marginal e seguimos em direcção a Entre-os-Rios, sempre ao logo da margem do Douro, num constante sobe e desce mas com um piso de alcatrão perfeito.


O tempo parecia que voava, ou pelo menos eu estava bem melhor fisicamente desde o Mediofondo Aldeias do Xisto e quando dei por mim já estava no abastecimento de Castelo de Paiva, com duas subidas de 4.ª categoria e uma ultima de 3.ª, mais ou menos a meio da prova. Aqui volto a referir que não falta nada para a correcta alimentação dos ciclistas, bem notório no amontoar em volta da comida e bebida. Pessoalmente parei o tempo necessário para me abastecer de água, comer qualquer coisa e rapidamente voltei a montar na bicicleta. 

Até ao cruzar da meta foram mais duas subidas de 3.ª e uma de 4.ª todas elas com pouca inclinação e percorridas a bom ritmo. Mas o melhor estava guardado para o fim, mais precisamente os últimos 2km. 




O regresso às margens do rio Douro foi feito junto à ponte do Freixo, na margem sul e a partir daqui foi pedalar sobre um misto de pavê e areia a fazer lembrar os sterrato das clássicas italianas, simplesmente delicioso de se pedalar, terminar com esta paisagem é algo de memorável. Ver a linha de meta do outro lado do rio, no fim deste troço atravessar a ponte D. Luis foi a cereja em cima do bolo! 

Parabéns a toda a organização, o Porto Granfondo é um sucesso! 





There is something about the city of Porto that I can not explain, but it attracts me, seducts me. Since my first visit to Invicta, I was in love with this city, I do not know if by its historical heritage, if by the people, if it was the Douro river that unites the two sides, i simply can not explain in words, I know I like it and thats that .

When the Bike Service announced the 2016 Porto Granfondo i immediately thought it would be an event to participate, once again i would cycle along the banks of Douro!

Unfortunately we couldn´t get accommodation in Porto but we got well installed in the Solverde Hotel Apartment and so had the opportunity to know the city of Espinho and its fantastic marginal full of life. Another strong point of Espinho is a bike path that stretches from Espinho to the city of Gaia, in the south side of the Douro River bank. A journey along the coast, with some narrower areas, due to geographical needs, but generally quite broad and perfectly cyclable which served perfectly for a Saturday afternoon ride.

Going a little back ... we departed towards the north on Friday after another day of work, if it whasn't enough to make this exhausting trip, after we left the kids at home of his maternal grandparents, we decided to cross the Tagus river thru the 25 Abril bridge, resulting 45m just to get to Lisbon and over 45m to enter the A1 direction north, the trip was promising ...

We managed to reach Santa Maria da Feira around 12pm and took the opportunity to get to know the new space of our friends Patricia and Simão Cervejaria Norte, which turned out something great, but the details are for another post. Here it was direct to the hotel and sleep thinking about recovering for Sunday.

Our apartment was so big that it could fit two families, if wished for. With a fully equipped kitchen is perfect for a family holiday. I'll return with the children, that's a promise!

Our Saturday was spent exploring the north coast. We started with a walk, in Espinho, and then we took the car and traveled all marginal to Gaia, where we crossed the beautiful D. Luís I bridge to Porto, this bridge was completed in the year 1888. We address ourselves to the Secretariat for survey of all documentation and took the opportunity to have lunch in Ribeira. In the evening we returned to Espinho where I give my little spin to release the legs and try my brand new shoes FI'ZI:K R4B UOMO and made some last minute adjustments.

We still had time to review recent friends from our summer vacation in a sushi dinner at Wish restaurant. A space with a decoration marked by the importance given to detail and exemplary service and sympathy that excels attention. Unfortunately as for next day i would have to ride 108km we had to shorten the conversation and return to the hotel to sleep, tomorrow would be the day for Porto Mediofondo.

Up early, take a reinforced breakfast and of to Porto. The organization pre-designed parking for the athletes site, they said, was 4km from the start, but in reality were much more. to the distance join the positive gap that was needed to be pedaled after the end of the race, I must say that it was not the right choice. I believe the choice was due to space limitations but I think it would be something to review in future events, i ended up parking on the waterfront next to Freixo bridge and then headed to the finish line.

Upon arriving at the boxes areas I came across a show something chaotic. As the only way to reach the most advanced boxes was a sidewalk with 2m wide, the pile of cyclists was something surreal and trying to get to their boxing was worthy of a horror movie script, but I managed to and with some margin time before departure. The atmosphere before the race was eclectic, with the banks of the Douro river covered by a dense fog, despite the mild temperature.

Exactly 9.30am was given the starting shot, well at least for the one in front, where there were some of the biggest names in international cycling, Portuguese and foreign. I must have crossed the start line a good 15 minutes later. The most important was that i was pedaling and we started with a uphill in pavé, traversing some of the most emblematic streets of Porto. We went back down to the waterfront and headed towards Entre-os-Rios, always along the Douro bank, in a constant up and down but with a perfect tar floor.

Time seemed to be flying, or at least I was physically better since from the Aldeias do Seixo Mediofondo and before i now it found myself in Castelo de Paiva supply, with two ascents of 4th category and one last one of 3rd, right about in the middle of the race. Once again I have to mention that nothing was missing for the proper nutrition of cyclists and this was notorious in the huddle around the food and drink. Personally i stopped the time required to supply with water, eat something and quickly went back to ride the bike.

Until crossing the finish line were two more climbs of 3rd and a 4th all with little inclination that i crossed at a good pace. But the best was saved for the end, more precisely the last 2km.

The return to the banks of the Douro river was done nearby the Freixo bridge, on the south bank and from here i found myself riding on a mix of pavé and sand that reminded the sterrato from Italian classics, just delightful to ride. Finishing with this landscape it is something memorable. See the finish line on the other side of the river and at the end of this section crossing  the D. Luis bridge was the icing on the top of the cake!

Congratulations to the entire organization, the Porto Granfondo is a success!






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