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GRANFONDO MEDIO TEJO

Chuva, chuva e mais chuva, foi o presente do São Pedro no dia do Granfondo Medio Tejo… felizmente a história não se ficou pela metereologia.

Muito sinceramente, depois do maravilhoso por de sol de sábado, a minha esperança por um dia igualmente bonito no domingo estava bem alta. Infelizmente ao acordar, a desilusão foi avassaladora.

Ao tomar o pequeno almoço a contemplar a chuva que se abatia do lado de fora da janela, a ideia de ficar em casa parecia-me cada vez mais apelativa, isto porque a experiência diz-me que pedalar em dias de chuva no meio de milhares de ciclistas nem sempre tem um resultado final positivo.

Felizmente, a vontade de pedalar prevaleceu e fiz-me à estrada em direção a Ferreira do Zêzere.

Já em Ferreira do Zêzere e debaixo de uma chuva miudinha, peguei na bicicleta e dirigi-me para a meta. Pelo caminho ainda vi alguns ciclistas escorregar e ficarem estendidos no chão sem compreender o que lhes tinha acontecido, na minha mente imediatamente pensei que os 105km do Mediofondo iriam ser bem animados.

Após o sinal de partida entrei em modo de segurança e decidi fazer a prova sem correr riscos e que o objetivo seria apenas o de chegar ao fim sem quaisquer quedas. Não quero nem imaginar o que uma queda sobre o meu ombro direito significaria para a minha, ainda em curso, recuperação.

Os primeiros kms, apesar da chuva agora intensa foram feitos, pela maioria do pelotão, a alta velocidade. Eu conforme prometido, mantive o meu ritmo bem longe das molhadas, o que acabou por se revelar uma decisão acertada, pois as quedas ao longo do percurso foram mais que muitas.

O percurso na minha opinião, foi bem mais desafiante que o Granfondo Torres Vedras. O Médio Tejo ficou caracterizado por um constante sobe e desce, onde a atenção tinha de estar sempre no máximo a fim de não se cometerem erros, felizmente as zonas mais perigosas estavam devidamente assinaladas.

De dizer que as subidas apesar de curtas, estavam providas de inclinações bem acentuadas e no final foram um desafio bastante agradável de superar. O percurso, por ser na sua grande maioria ao longo das maravilhosas paisagens do rio Zêzere, também ajudou a superar as dificuldades.

De destacar a zona em redor da vila de Dornes, simplesmente únicas!

A paisagem apesar de acidentada era maravilhosa e as inúmeras pontes por nós atravessadas, pediam para parar, por forma a ser devidamente documentadas, infelizmente a chuva e o frio pediam para continuar a pedalar sem interrupções.

A exceção foram os dois últimos abastecimentos, onde foi necessário o reabastecimento de líquidos e ingestão de alguma comida “verdadeira” que não barras e géis energéticos.

Os 105kms com quase 2000 metros de acumulado tornaram este Granfondo Medio Tejo, na versão Medio, uma aposta vencedora e deixam-me já a pensar na edição de 2023 com partida de Tomar.

 

 

Rain, rain and more rain, was São Pedro’s gift on the day of the Granfondo Medio Tejo… luckily, the story didn’t stop with the weather.

Quite honestly, after Saturday’s wonderful sunset, my hopes for an equally beautiful day on Sunday were pretty high. Unfortunately upon waking up, the disappointment was overwhelming.

Having breakfast while watching the rain falling outside the window, the idea of ​​staying at home seemed more and more appealing, this because experience tells me that cycling on rainy days in the midst of thousands of cyclists does not always have a positive end result.

Fortunately, the urge to pedal prevailed and I hit the road towards Ferreira do Zêzere.

Once in Ferreira do Zêzere and under a light rain, I took the bike and headed towards the finish line. Along the way, I saw some cyclists slipping and lying on the ground without understanding what had happened to them, in my mind I immediately thought that the 105km of Mediofondo would be very exciting.

After the starting signal I went into safe mode and decided to do the event without taking any risks and that the objective would only be to reach the end without any falls. I don’t even want to imagine what a fall on my right shoulder would mean for my still ongoing recovery.

The first kms, despite the now intense rain, were done, by most of the peloton, at high speed. As promised, I kept my pace well away from the big groups, which turned out to be a good decision, as there were more than many falls along the way.

The course, in my opinion, was much more challenging than the Granfondo Torres Vedras. The Médio Tejo was characterized by a constant ups and downs, where the attention had to be always at the maximum in order not to make mistakes, fortunately the most dangerous areas were duly marked.

It should be said that the climbs, despite being short, were provided with very steep slopes and in the end they were a very pleasant challenge to overcome. The route, being mostly along the wonderful landscapes of the river Zêzere, also helped to overcome the difficulties.

I have to highlight the area around the town of Dornes, simply unique!

The landscape, despite being rugged, was wonderful and the numerous bridges we crossed, asked to stop, in order to be properly documented, unfortunately the rain and the cold asked to continue pedaling without interruptions.

The exception was the last two supplies, where it was necessary to replenish fluids and eat some “real” food other than energy bars and gels.

The 105kms with almost 2000 meters of accumulated made this Granfondo Medio Tejo, in the Medio version, a winning bet and leave me already thinking about the 2023 edition departing from Tomar.

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