ride • run • eat • drink
drinkeatmtbride

ROTA DOS 3 CASTELOS

Quando quatro amigos se juntam e decidem, em bicicleta unir os 3 castelos mais próximos…  isso só pode significar um dia recheado de aventura.

No dia 9 de abril era suposto participar no SRP 160, mas a poucas semanas do evento, este foi cancelado. Seria uma prova a três: eu, o Alexandre e o Luis tinhamos combinado percorrer os 170km juntos. 

Como a mesma não se concretizou, quase imediatamente decidimos que manteríamos o dia reservado à bicicleta. Foi assim que surgiu a ideia de criarmos a nossa Rota dos 3 Castelos, Setúbal – Sesimbra – Palmela.

O sábado amanheceu escuro a ameaçar chuva, mas a vontade de pedalar era muita e não seriam uns chuviscos que nos demoveriam da nossa demanda. Bem cedo, eu, o Luis e o Valter, outro amante das bicicletas que se juntou a nós, arrancámos em direção a Setúbal ao encontro do Alex . Agora que os quatro ciclistas estavam juntos, havia chegado o momento de iniciar o “assalto” ao castelo de Setúbal, corretamente falando, ao forte de S. Filipe.

Longa subida, inicialmente em alcatrão e no final com um estradão de areia levou-nos à melhor vista sobre a cidade de Setúbal, infelizmente os portões do forte só abriam a partir das 10h, o que nos impediu de penetrar nas muralhas do mesmo, mesmo assim conseguimos tirar umas belas fotos.

Primeiro castelo conquistado e iniciámos o caminho em direção ao segundo. Com o encerramento da quase totalidade dos trilhos, pelos novos proprietários do Palácio da Comenda, mais uma vez nos vimos obrigados a utilizar o piso alcatroado para conseguirmos transpor esta área. Felizmente o Hotel Casa de Palmela, mantém os seus trilhos abertos ao público, desde que não perturbem os seus hóspedes e mantenham os caminhos limpos… esperemos que assim se mantenham.

Daqui seguimos pelas subidas junto ao parque de campismo dos picheleiros em direção ao estradão que nos leva a Sesimbra e consequentemente ao nosso segundo castelo, conhecido como Castelo dos Mouros. A “invasão” foi feita pela antiga porta principal, hoje apenas acessível a pé ou de bicicleta, após uma pequena subida em paralelo. Já dentro das muralhas foi tempo para mais umas fotos e alimentação antes de iniciarmos a descida (bem divertida) até ao centro da vila de Sesimbra.

Percorremos toda a marginal onde parámos para abastecer com água, antes de iniciarmos a longa subida que nos levou ao topo das falésias sobre Sesimbra. Aqui tivemos um pequeno percalço na escolha do trilho e vimo-nos obrigados a subir a pé até encontrarmos o trilho correto que nos levou ao spot das varandas, normalmente com uma vista fabulosa sobre o oceano atlântico, mas neste dia, devido ao intenso nevoeiro ficou aquém das expectativas.

O regresso foi preenchido por descidas e subidas, das melhores que temos na nossa serra da Arrábida e quase sem darmos conta, chegámos à vila de Azeitão para mais um abastecimento de água. De Azeitão seguimos quase diretos para Palmela, onde após a “conquista” do 3 e último castelo teríamos um almoço digno dos grandes banquetes medievais, na Taverna o Bobo da Corte, no interior das muralhas do castelo de Palmela que em tempos foi um importante centro estratégico da Ordem Militar de Santiago.

Não pedalámos os 170 km do SRP 160, mas fizemos 80 km da rota dos 3 Castelos e terminámos em grande com um almoço digno de rei na presença de alguns dos nossos familiares.

Assim se passou mais um dia envolvido no espirito RED – ride, eat and drink.

 

When four friends get together and decide, on a bicycle, to unite the 3 closest castles… it can only mean a day filled with adventure.

On April 9th, i was supposed to participate in SRP 160, but a few weeks before the event, it was cancelled. It would be a three-way race: me, Alexandre and Luis had agreed to ride the 170km together.

As it did not materialize, almost immediately we decided that we would keep the day reserved for cycling. That was how the idea of ​​creating our Route of 3 Castles, Setúbal – Sesimbra – Palmela came about.

Saturday dawned dark threatening rain, but the desire to pedal was strong and it wouldn’t be a drizzle that would deter us from our demand. Very early on, me Luis and Valter, another bicycle lover who joined us, set off towards Setúbal to meet Alex. Now that the four cyclists were together, it was time to start the “assault” on the castle of Setúbal, correctly speaking, the fort of S. Filipe.

A long climb, initially on tarmac and at the end with a gravel road, took us to the best view over the city of Setúbal, unfortunately the gates of the fort only opened at 10 am, which prevented us from penetrating the walls of the fort, even so we were able to take some nice pictures.

First castle conquered and we started the way towards the second. With the closure of almost all of the trails, by the new owners of Palácio da Comenda, we were once again forced to use the tarred road to be able to cross this area. Fortunately, Hotel Casa de Palmela keeps its trails open to the public, as long as we don’t disturb their guests and keep the paths clean… let’s hope they stay this way.

From here, we toke the climbs next to the Picheleiros camping towards the big gravel road that takes us to Sesimbra and consequently to our second castle, known as Castelo dos Mouros. The “invasion” was made through the old main door, today only accessible on foot or by bicycle, after a small parallel climb. Once inside the walls it was time for some more photos and food before starting the descent (very fun) to the center of the village of Sesimbra.

We rode along the entire waterfront where we stopped to fill up with water, before starting the long climb that took us to the top of the cliffs over Sesimbra. Here we had a little mishap in choosing the trail and we were forced to go up on foot until we found the correct trail that took us to the varandas spot, normally with a fabulous view over the Atlantic Ocean, but on this day, due to the intense fog, it was below expectations.

The return was filled with descents and climbs, some of the best we have in our Arrábida mountain range and almost without realizing it, we arrived at the village of Azeitão for another supply of water. From Azeitão we went almost straight to Palmela, where after the “conquest” of the 3rd and last castle we would have a lunch worthy of the great medieval banquets, at the Bobo da Corte Tavern, inside the walls of the castle of Palmela, which was once an important strategic center of the Military Order of Santiago.

We didn’t cycle the 170 km of the SRP 160, but we did 80 km of the 3 Castles route and ended with a great lunch worthy of a king in the presence of some of our family members.

So it was another day involved in the RED spirit – ride, eat and drink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.